Brasil fora do Mapa da Fome: como os fertilizantes ajudam nessa missão?

Neste ano, o Brasil conquistou um marco importante: deixou de figurar no Mapa da Fome, elaborado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O país conseguiu reduzir os índices de subnutrição para menos de 2,5% da população, o que representa uma vitória no combate à fome crônica.

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Apesar disso, os números ainda revelam uma realidade desafiadora. Mais de 25 milhões de brasileiros enfrentam algum nível de insegurança alimentar, ou seja, não têm acesso regular e garantido a refeições em quantidade e qualidade suficientes. 

Quando pensamos em como os alimentos chegam até a nossa mesa, muitas vezes, lembramos do trabalho do agricultor, do transporte e do mercado. Mas, existe um fator essencial que garante que a produção seja suficiente para alimentar milhões de pessoas: os fertilizantes.

Os fertilizantes funcionam como uma espécie de "vitamina para as plantas". Eles fornecem nutrientes importantes, como nitrogênio, fósforo e potássio, que muitas vezes não estão disponíveis em quantidade suficiente no solo. Com esses nutrientes, as plantas crescem mais fortes, produzem mais frutos, grãos e verduras, e ainda ficam com melhor qualidade nutricional.

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Sem fertilizantes, a produção de alimentos seria muito menor e não conseguiria acompanhar a necessidade de uma população que só cresce. Isso significa que os fertilizantes ajudam a garantir a fartura de alimentos, sem que seja necessário desmatar novas áreas para plantar mais.

No Brasil, embora menos de 2,5% da população esteja em situação de subnutrição, mais de 25 milhões de pessoas ainda vivem a realidade da insegurança alimentar, ou seja, não sabem se terão comida suficiente todos os dias. Nesse cenário, os fertilizantes são grandes aliados: ao aumentar a produtividade no campo, eles contribuem para que haja mais comida disponível e a preços mais acessíveis.

Por isso, quando falamos em combater a insegurança alimentar, não estamos falando apenas de distribuir alimentos, mas também de investir em tecnologias que fazem a produção render mais. E entre essas tecnologias, os fertilizantes ocupam um lugar de destaque, ajudando agricultores a alimentar não só o Brasil, mas também o mundo.

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O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo. Soja, milho, café, frutas e carnes brasileiras chegam a centenas de países, ajudando a alimentar milhões de pessoas além das nossas fronteiras. Essa posição de destaque no cenário global é motivo de orgulho, mas também traz um grande desafio: garantir que a abundância do campo chegue à mesa de todos os brasileiros.

O desafio brasileiro, portanto, é duplo: continuar sendo um celeiro do mundo e, ao mesmo tempo, garantir segurança alimentar dentro de casa. Isso exige políticas públicas eficazes, investimentos em infraestrutura e, sobretudo, o uso inteligente de tecnologias que façam da agricultura uma ponte entre o campo e o prato.

*Valter Casarin, coordenador geral e científico da Nutrientes Para a Vida é graduado em Agronomia pela Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias/UNESP, Jaboticabal, em 1986 e em Engenharia Florestal pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz"/USP, Piracicaba, em 1994. Concluiu o mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, em 1994, na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz". Recebeu o título de Doutor em Ciência do Solo pela École Supérieure Agronomique de Montpellier, França, em 1999. Atualmente é professor do Programa SolloAgro, ESALQ/USP e Sócio-Diretor da Fertilità Consultoria Agronômica. 


Sobre a NPV
 

A NPV - Nutrientes Para a Vida - nasceu com objetivo de melhorar a percepção da população urbana em relação às funções e os benefícios dos fertilizantes para a saúde humana. Braço da fundação norte-americana NFL – Nutrients For Life - no Brasil, a NPV trabalha baseada em informações científicas. A NPV tem sua sede no Brasil, é mantida pela ANDA (Associação Nacional para Difusão de Adubos) e operada pela Biomarketing. A iniciativa conta ainda com parceiros como: Esalq/USP, IAC, UFMT, UFLA e UFPR.
 


Fonte: Alfapress Comunicações