5 dicas para pecuaristas que querem melhorar a produção com IA
Com foco na eficiência operacional e no bem-estar animal, o uso de dados biológicos pode aumentar a produtividade em até 20%.
Junho de 2026 - A adoção de tecnologias de inteligência artificial (IA) consolidou-se como um divisor de águas para a rentabilidade no agronegócio. De acordo com a 29.ª edição da Global CEO Survey, realizada pela PwC, 33% das empresas do setor agropecuário já relacionam o aumento de receita diretamente à implementação de IA.
Acompanhando este movimento de transformação digital, a Thiago Martins, CEO da Cowmed, startup brasileira pioneira no monitoramento inteligente de rebanhos, elencou cinco estratégias fundamentais para produtores que procuram converter dados biológicos em ativos financeiros e eficiência produtiva.
1. Individualização em escala
Ao contrário de sistemas tradicionais que trabalham com médias de rebanho, a IA utiliza redes neurais para aprender o padrão individual de cada animal. Isto evita falhas de detecção em vacas com comportamentos fora da curva. “A inteligência artificial com redes neurais aprende o padrão único de cada vaca. Uma queda de 5% na ruminação pode ser irrelevante para um animal e um sinal de alerta para outro. Individualizar em escala é o que separa o monitoramento moderno do que existia até há poucos anos”, destaca Thiago Martins.
2. Diagnóstico precoce de doenças
O monitoramento contínuo permite identificar alterações metabólicas e doenças antes do aparecimento de sinais clínicos visíveis. Agir no estágio subclínico reduz o descarte de leite e o uso de medicamentos. “Agir antes da percepção humana evita perdas invisíveis que comprometem a rentabilidade. O produtor passa a ser preventivo, o que impacta diretamente o EBITDA da operação ao mitigar o desperdício e o custo com intervenções de emergência”, explica o executivo.
3. Precisão reprodutiva
A identificação exata do momento do cio é um dos maiores desafios da pecuária de precisão. O uso de sensores eleva as taxas de concepção e reduz o intervalo entre partos. “A precisão ao identificar a janela ideal de inseminação reduz o intervalo entre partos, que é o gargalo mais caro de qualquer exploração. Com a IA, aumentamos a eficiência reprodutiva ao respeitar o comportamento biológico individual de cada indivíduo”, afirma Martins.
4. Gestão do estresse térmico
Animais sob desconforto térmico produzem menos e respondem pior à reprodução. A IA identifica padrões de ofegação em tempo real para ajustes estratégicos de manejo. “Dispositivos de monitoramento inteligentes detectam padrões de ofegação em tempo real. Esta informação permite ajustes imediatos em sistemas de ventilação, garantindo não só aumento de produtividade, mas também bem-estar animal”, reforça o porta-voz.
5. Dados como ferramenta de decisão
Com um ativo de mais de 4,8 mil milhões de horas de dados, o produtor passa a gerir o negócio com base em evidências, otimizando a mão de obra e garantindo a escala. “Ao usar esta inteligência, o produtor profissionaliza a gestão e garante que a tecnologia se pague no campo através de um retorno financeiro inquestionável”, conclui o CEO.
Sobre a Cowmed
Fundada em 2010, a Cowmed é a principal referência em inteligência artificial para pecuária leiteira do Brasil. A empresa utiliza coleiras com sensores e IA proprietária 100% nacional para monitorar individualmente cada animal — rastreando saúde, comportamento, ruminação e bem-estar em tempo real, 24 horas por dia. A empresa monitora mais de 100 mil vacas em mais de 1 mil fazendas no Brasil, além de atuar nos EUA, Canadá, Uruguai, Paraguai e Bolívia. Seu aplicativo e assistente virtual, VIC, enviam alertas precoces sobre cio, doenças e otimização nutricional, elevando a produtividade em até 20%. A Cowmed acumula prêmios como uma das 45 empresas brasileiras mais promissoras e é destaque em inovação no agronegócio, além de ser a primeira investida do Criatec 3, o maior fundo de inovação da América Latina. Para saber mais, acesse: https://cowmed.com.br/
Fonte: Cowmed / AI