Entregas de fertilizantes crescem em 2026, mas produção nacional recua, aponta ANDA

Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), apontam que as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,6% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo, a produção nacional de fertilizantes intermediários recuou 14,4%, para 1,92 milhão de toneladas.
Levantamento realizado a partir de dados do Comex Stat, plataforma oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), aponta que as importações de MAP — fosfato monoamônico — recuaram 18,3% no primeiro quadrimestre de 2026, enquanto as compras externas de cloreto de potássio cresceram 16,5% no mesmo período.
Os dados da ANDA ainda apontam que no primeiro quadrimestre, enquanto as entregas cresceram 1,6%, a produção nacional de intermediários caiu 14,4%. A própria ANDA relaciona parte da retração da produção nacional às dificuldades enfrentadas pelos fosfatados. Segundo a associação, a alta contínua do enxofre — matéria-prima utilizada nesse processo produtivo — tem pressionado a fabricação doméstica. A entidade também fez uma ressalva metodológica: no primeiro trimestre, nem toda a produção nacional foi capturada pelas estatísticas em razão de mudanças na estrutura societária de empresas e da retomada de ativos produtivos.
Nesse contexto, soluções de nutrição complementar, entre elas os fertilizantes líquidos, podem ser utilizadas em diferentes etapas e vias de aplicação. O mercado brasileiro de biofertilizantes e fertilizantes especiais faturou R$ 25,4 bilhões em 2025, retração de 5,5% em relação ao ano anterior, segundo o Anuário Brasileiro de Tecnologia para Produção Vegetal 2026, da Abisolo. A aplicação via folha respondeu por R$ 15,44 bilhões, constituindo a principal via de aplicação em faturamento do setor naquele ano.