Fenasucro e Fenabio consolidam Sertãozinho como vitrine mundial da cadeia sucroenergética e impulsionam oportunidades para o comércio exterior

Maior feira do mundo voltada ao setor sucroenergético e conferência internacional dedicada à bioenergia e aos biocombustíveis reúnem empresas, compradores e especialistas de dezenas de países, fortalecendo exportações, importações, investimentos e movimentando toda a economia regional.

10/08/2026 - 14:28
Atualizado: 1 dia atrás
Fenasucro e Fenabio consolidam Sertãozinho como vitrine mundial da cadeia sucroenergética e impulsionam oportunidades para o comércio exterior
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Sertãozinho-SP volta a ocupar posição de destaque no cenário internacional com a realização da Fenasucro & Agrocana e da Fenabio, eventos que transformam a cidade em um dos principais centros mundiais de negócios da cadeia sucroenergética. Além de apresentar tecnologias, soluções e tendências para o setor, a programação reforça o protagonismo do Brasil na transição energética, amplia as oportunidades para o comércio exterior e movimenta diversos segmentos da economia regional. 

Reconhecida como a maior feira do mundo dedicada exclusivamente à cadeia sucroenergética, a Fenasucro reúne fabricantes, fornecedores, usinas, investidores, compradores e representantes de diversos países. Nesta edição, que será realizada entre os dias 11 e 14 de agosto, a expectativa é receber visitantes de mais de 80 países, mais de 600 marcas expositoras e apresentar cerca de 3 mil produtos nacionais e internacionais. Paralelamente, nos dias 12 e 13 de agosto, a Fenabio promove uma conferência internacional voltada às discussões sobre bioenergia, biocombustíveis, descarbonização, inovação, sustentabilidade e transição energética, reunindo especialistas, empresários, autoridades e lideranças do Brasil e do exterior.

Muito além dos negócios realizados dentro dos pavilhões, a Fenasucro também impulsiona a economia de Sertãozinho e de toda a região. A preparação do evento movimenta empresas responsáveis pela construção dos estandes, comunicação visual e montagem de estruturas, além de aquecer hotéis, restaurantes, bares, comércio, transporte, locação de veículos e diversos prestadores de serviços. Durante os dias da feira, milhares de visitantes circulam pela cidade, gerando renda, empregos temporários e oportunidades para diferentes setores da economia.


Cristiane Fais é CEO da Accrom Consultoria em Logística Internacional e coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior do CIESP na região de Ribeirão Preto

Para Cristiane Fais, CEO da Accrom Consultoria em Logística Internacional, coordenadora do Núcleo de Comércio Exterior do CIESP na região de Ribeirão Preto e host do Podcast da Fenabio 2026 e do Comex Sem Fronteiras, a importância dos eventos vai muito além da exposição de equipamentos e tecnologias.

"A Fenasucro é a principal vitrine internacional da cadeia sucroenergética brasileira. É onde o mundo conhece a força da nossa indústria, da nossa tecnologia e da capacidade produtiva do setor. Ao mesmo tempo, a Fenabio amplia esse olhar ao reunir especialistas para discutir o futuro da bioenergia e dos biocombustíveis, temas que estão no centro da transição energética mundial. Juntas, elas criam um ambiente estratégico para geração de negócios, fortalecimento das exportações e aproximação entre empresas brasileiras e compradores internacionais."

Segundo a especialista, eventos dessa dimensão contribuem diretamente para ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado global.

"Receber compradores, investidores e delegações estrangeiras em Sertãozinho aproxima nossas empresas dos mercados internacionais. Muitas negociações começam durante a feira e evoluem para contratos de exportação, importação de equipamentos, transferência de tecnologia e novos investimentos. São oportunidades que fortalecem não apenas as empresas participantes, mas toda a economia brasileira."

Cristiane destaca que o momento é especialmente favorável para o Brasil, diante da crescente demanda mundial por soluções sustentáveis.

"O mundo busca alternativas para reduzir as emissões de carbono e diversificar sua matriz energética. O Brasil possui uma vantagem competitiva extraordinária graças ao etanol, ao biogás, ao biometano, ao biodiesel, ao SAF e a outras fontes renováveis. A Fenabio coloca essas soluções em evidência e mostra que o país tem potencial para liderar não apenas a produção de biocombustíveis, mas também o desenvolvimento das tecnologias que irão sustentar essa transformação."

Além da geração de negócios promovida pela Fenasucro, a Fenabio fortalece o intercâmbio de conhecimento entre empresas, universidades, centros de pesquisa e representantes da indústria. A conferência amplia o debate sobre bioenergia, inovação, sustentabilidade e novas tecnologias, aproximando o Brasil das principais discussões internacionais sobre economia de baixo carbono.

Na avaliação de Cristiane, os impactos positivos alcançam toda a cadeia produtiva.

"Quando uma empresa fecha um contrato internacional durante a feira ou identifica uma tecnologia capaz de aumentar sua produtividade, os benefícios se espalham por diversos setores. Crescem a indústria, a logística, os serviços, o agronegócio e toda a cadeia ligada ao comércio exterior. É um movimento que fortalece a competitividade brasileira."

Ela ressalta ainda que os eventos reforçam a imagem do Brasil perante investidores e parceiros internacionais.

"O Brasil deixa de ser visto apenas como fornecedor de matéria-prima e passa a demonstrar sua capacidade de desenvolver tecnologia, inovação e soluções completas para a bioeconomia. Isso amplia nossa competitividade, atrai investimentos e fortalece nossa participação no comércio internacional."

Para Cristiane Fais, a realização da Fenasucro e da Fenabio consolida Sertãozinho como um dos principais centros mundiais de negócios ligados à sucroenergia, à bioenergia e aos biocombustíveis.

"Durante alguns dias, Sertãozinho se transforma na capital mundial da cadeia sucroenergética. A cidade recebe visitantes de dezenas de países, movimenta hotéis, restaurantes, comércio e serviços, gera empregos e renda para toda a região e coloca o Brasil no centro das discussões sobre bioenergia e biocombustíveis. É uma oportunidade única para fortalecer as exportações, atrair investimentos e mostrar ao mundo que o país reúne conhecimento, tecnologia e capacidade produtiva para liderar a transição energética global."


Fonte: A Voz