Fruticultura do Vale do São Francisco amplia desafios no controle de pragas
Produção de manga e uva para os mercados interno e externo exige atenção ao manejo durante diferentes fases das culturas.
Manga e uva estão entre as culturas que transformaram o Vale do São Francisco em um dos principais polos da fruticultura irrigada brasileira. No polo Petrolina/Juazeiro, entre Pernambuco e Bahia, as duas frutas aparecem entre os principais cultivos de uma atividade que gera cerca de 156 mil empregos e mantém uma cadeia produtiva voltada tanto ao mercado interno quanto às exportações.
Cachos de uvas verdes em parreiral localizado na região de Petrolina (PE), uma das principais áreas produtoras de frutas do Vale do São Francisco
A combinação entre irrigação, altas temperaturas, baixa umidade e técnicas de manejo permite produzir frutas ao longo do ano e programar períodos de colheita. Essa característica ajudou a região a conquistar espaço em diferentes mercados, mas também aumentou a necessidade de acompanhamento constante das lavouras, principalmente quando o assunto é controle fitossanitário.
Nos projetos públicos de irrigação mantidos pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) em Pernambuco, onde uva e manga estão entre as principais culturas, foram produzidas cerca de 914 mil toneladas de produtos agrícolas em 2024, em uma área cultivada de 25,8 mil hectares. O valor bruto da produção chegou a aproximadamente R$ 4,8 bilhões.
A movimentação das duas frutas permaneceu intensa em 2025. Somente durante os plantões de Natal e Ano-Novo, a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) emitiu 844 Permissões de Trânsito de Vegetais para assegurar a continuidade das exportações de mais de 3,7 mil toneladas de frutas produzidas no Vale, especialmente manga e uva.
A presença no mercado externo também aumenta as exigências relacionadas ao controle de pragas. Em setembro de 2025, por exemplo, a Adagro realizou uma operação em 20 propriedades produtoras de manga em Petrolina para acompanhar o cumprimento dos protocolos fitossanitários da safra 2025/2026 destinada aos Estados Unidos. O trabalho teve como foco o monitoramento e o controle da mosca-das-frutas, seguindo requisitos estabelecidos entre os dois países.
Nas lavouras, porém, o desafio não se restringe a uma única praga. Na uva, cigarrinha e ácaro-vermelho estão entre os organismos que demandam acompanhamento dos produtores. Na manga, o manejo fitossanitário também faz parte da rotina, especialmente diante da necessidade de preservar a sanidade e a qualidade das frutas.
Área de cultivo de manga na região de Petrolina (PE), com plantas em desenvolvimento em propriedade do Vale do São Francisco.
Entre as ferramentas auxiliares adotadas nesse manejo está o Hapan, desenvolvido pela Hydroplan-EB. Formulado com óleos essenciais 100% naturais e com certificação IBD, o adjuvante auxilia no controle de pragas e pode ser utilizado durante a fase de frutificação até a maturação dos frutos, sem deixar resíduos químicos. Essa característica também favorece seu uso em cultivos destinados à exportação, submetidos a análises e protocolos específicos de resíduos.
Segundo a Hydroplan-EB, o produto já vem sendo utilizado em cultivos de uva no Vale do São Francisco e também está entrando em áreas destinadas à produção de manga. Nos parreirais, a empresa relata resultados principalmente como auxiliar no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Para a cigarrinha, a atuação é observada especialmente sobre as ninfas, enquanto, no caso do ácaro-vermelho, os resultados são relatados nas diferentes fases do ciclo da praga, dos ovos aos indivíduos adultos.
“O adjuvante, formulado com óleos essencias especiais, entra como uma ferramenta auxiliar no controle das principais pragas. Na uva, temos observado resultados principalmente no manejo da cigarrinha e do ácaro-vermelho. Esse trabalho é importante durante todo o desenvolvimento da cultura e ganha atenção da frutificação até a colheita. Na manga, também estamos iniciando a utilização da tecnologia nas áreas de cultivo do Vale”, explica João Quirino, coordenador técnico da Hydroplan-EB.
Com produção distribuída ao longo do ano e presença nos mercados nacional e internacional, manga e uva exigem acompanhamento constante das lavouras. Da irrigação ao controle de pragas, tecnologia, manejo e planejamento passam a fazer parte da estratégia para proteger as culturas e atender às exigências dos diferentes destinos.
Sobre a Hydroplan-EB:
Com 27 anos de atuação, a Hydroplan-EB tem como propósito tornar o agronegócio mais sustentável, oferecendo produtos que garantem uma safra mais eficiente e menor impacto ambiental. Referência global na aplicação do gel na agricultura, a empresa se destaca também no desenvolvimento e uso de produtos de origem natural, como óleos essenciais e fertilizantes especiais, no mercado agrícola.
Mais informações em: http://hydroplan-eb.com/
Fonte: Lucky Assessoria