O desafio de produzir mais algodão por hectare: Mato Grosso aposta na tecnologia para elevar eficiência no campo

30/09/2026 - 16:00
O desafio de produzir mais algodão por hectare: Mato Grosso aposta na tecnologia para elevar eficiência no campo
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O desafio de produzir mais algodão por hectare

Com as exportações em alta e uma projeção de colheita nacional estimada em cerca de 4,4 milhões de toneladas de algodão em pluma para a safra 2025/26, o agronegócio brasileiro enfrenta um novo patamar de exigência: transformar a força do setor em ganho real de produtividade, qualidade e eficiência dentro da porteira. No estado de Mato Grosso, principal polo produtivo do país, a busca por esse salto de desempenho passa diretamente pela inovação tecnológica e pelo manejo de precisão.

Para alcançar patamares mais elevados de colheita, o cultivo da pluma tem deixado de depender apenas da expansão de área para focar na otimização de cada hectare. Ferramentas como melhoramento genético avançado, controle inteligente de pragas e doenças, e a agricultura digital tornaram-se aliadas fundamentais para orientar as decisões do produtor rural no dia a dia da lavoura.

De acordo com Alexandre Santaella, gerente de marketing de Algodão da BASF, o cenário atual exige uma visão integrada da atividade. “Hoje, não basta olhar para um único fator da produção. É preciso considerar as características de cada região e integrar tecnologia às decisões do produtor”, destaca em entrevista ao portal R7.

Eficiência que traz resultados na prática no campo

Na rotina das fazendas mato-grossenses, essa integração se traduz no uso inteligente de dados para calibrar a população de plantas, otimizar o manejo e realizar aplicações de insumos sob medida para as particularidades de cada talhão.

Um levantamento realizado em 49 lavouras de Mato Grosso durante a safra 2023/24 exemplifica o impacto dessa precisão: o uso da semeadura em taxa variável proporcionou um ganho médio de 10,2 arrobas por hectare em comparação com o modelo tradicional de taxa fixa.

A lógica por trás do avanço tecnológico é produzir mais com menor desperdício de recursos e insumos. Para os cotonicultores mato-grossenses consolidados entre os grandes líderes da exportação mundial, o futuro da cotonicultura aponta para a eficiência extrema como o principal motor de rentabilidade e sustentabilidade no campo.